Modernidade à beira-rio

 

A zona oriental de Lisboa era, no final da década de 80 do século passado, uma vasta área degradada e poluída. Instalações industriais antiquadas, depósitos petrolíferos e velhos armazéns militares entrecruzavam-se com um matadouro obsoleto e uma lixeira a céu aberto. Com o objetivo de evitar o desperdício que tinha pautado outras exposições internacionais, a escolha desta zona para acolher a Expo’98, e a sua reabilitação, devolvendo-lhe vida e inserindo-a, depois do evento, num bairro da cidade, cumpria essa missão.

 

Uma faixa de cerca 5 km de extensão, situada à beira do rio Tejo, ganhou nova vida!

 

Tudo começou com o desmantelamento das estruturas e instalações que se encontravam nessa área. Foram desmontadas e enviadas para reciclagem, em fornos elétricos da siderurgia, cerca de 35.000 toneladas de aço provenientes das instalações da indústria petrolífera aí sediadas. Nessa primeira etapa, reaproveitar foi uma constante: os cubos de granito que pavimentavam os arruamentos existentes foram usados nas novas pavimentações; os produtos de betão foram reciclados através da britagem; escombros de alvenaria e tijolo, após processos de trituração, foram incorporados em processos de saneamento e melhoria dos solos.

 

Na hora de construir, os edifícios da Expo’98 foram divididos em duas categorias: definitivos e efémeros. Parta à descoberta das marcas arquitetónicas que brilharam durante a Expo’98 e que ainda hoje imprimem um cunho de modernidade à cidade.

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